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A Google está a mudar as regras e vai usar os seus dados para treinar a IA. Veja o que fazer

A Google está a mudar as regras e vai usar os seus dados para treinar a IA. Veja o que fazer

A Google está a mudar as regras e vai usar os seus dados para treinar a IA. Veja o que fazer

A mudança tem efeitos já a 30 de julho nos serviços da Google e pretende fazer o alinhamento com a regulação de Inteligência Artificial europeia. Há formas de configurar a conta para ter mais privacidade.

A informação já está a ser partilhada com os utilizadores dos serviços da Google, o que tem impacto em quem usa o Android, Gmail e outras ferramentas como a pesquisa, traduções do Google Translate, Mapas e o Google Lens. De fora fica, pelo menos para já, o Google Photos.

A gigante tecnológica norte americana tem estado debaixo de fogo das autoridades europeias devido ao domínio que detém em vários mercados, especialmente nas pesquisas online. Mas também pela capacidade de recolha de informação dos cidadãos nas várias plataformas.

O histórico de pesquisas no motor de busca, de visualização de vídeos no YouTube, os dados de localização no mapa e locais guardados em viagens, as aplicações que usa no smartphone ou tablet e os ficheiros que guarda na Drive, têm mais informação sobre si e a sua atividade do que pensa. E mesmo que considere a Google uma empresa fiável, vale a pena rever a pegada digital que deixa online

As alterações aos termos de serviços da Google vão entrar em efeito a 30 de julho de 2026 e adaptam as políticas às exigências europeias do AI Act, a legislação para a Inteligência Artificial da União Europeia, e clarificam algumas questões em relação à recolha de dados. Na documentação a empresa explica que as mudanças nos serviços de pesquisa estão relacionadas com a possibilidade de guardar o histórico de dados de sites visitados e de respostas da IA generativa, incluindo informação fornecida pelo utilizador, como por exemplo imagens, ficheiros e gravações de áudio e vídeo.

Mas há formas de conseguir limitar aquilo a que a Google tem acesso, ou quando devem estes dados ser apagados do seu perfil. Nas definições da conta pode escolher que informação de histórico mantém, durante quanto tempo, e controlar também as opções de publicidade. E é tudo bastante fácil de configurar, mesmo no smartphone.

Veja como reforçar a sua privacidade nos serviços Google

1) Abrir as definições da conta

Entre na área da sua conta Google no smartphone ou no browser e escolha a opção Dados e Privacidade. A partir daqui vai ter acesso a uma série de serviços e opções.

2) Explore a opção de Sugestões de Privacidade disponíveis

Esta ferramenta dá uma série de recomendações e é um atalho para eliminar automaticamente dados da linha cronológica dos locais que visitou e os trajetos feitos que estão guardados, ou o histórico do YouTube. Pode também usar o gestor de conta para criar um plano para os seus dados, incluindo o que acontece quando morrer ou a sua conta ficar inativa durante mais de 3 meses.

3) Opte por minimizar a pegada digital

Por vezes é útil ter acesso a dados históricos das pesquisas ou visitas, mas considere a possibilidade de minimizar a sua pegada digital. Quanto mais informação ceder mais as empresas sabem sobre si, e pode tornar-se demasiado invasivo, em especial se falamos de dados de saúde e outra informação privada.

4) Verifique que serviços estão ligados e que outras aplicações acedem aos dados

A opção de usar a conta Google para aceder a outros serviços e aplicações pode ser prática, mas muitas vezes são dadas permissões excessivas aos dados a que têm acesso. Verifique na sua conta o que está ligado e bloqueie o que não usa ou não quer manter ativo.

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